Arquivo de memórias

Centro Documentação e Arquivo HistóricoCentro Documentação e Arquivo Histórico

Centro Documentação e Arquivo Histórico

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O Centro de Documentação e Arquivo Histórico é um serviço público do Município de Portimão, integrado no Museu desta cidade, que tem por missão salvaguardar, organizar e difundir a informação que permita a apreensão global e cronológica das temáticas históricas e realidades político-económicas, sociais e culturais do Município de Portimão e do Algarve.

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Do desenho para o estaleiro, do estaleiro para o marDo desenho para o estaleiro, do estaleiro para o mar

Do desenho para o estaleiro, do estaleiro para o mar

O primeiro galeão a vapor para a arte do cerco, surgiria em Portimão por iniciativa do grande industrial Júdice Fialho. O seu estaleiro, entre o Convento de S. Francisco e a sua fábrica de conservas do mesmo nome, seria fundamental para a manutenção da sua numerosa frota de galeões, buques, traineiras, enviadas e lugres bacalhoeiros.

A planta de um dos seus cercos a vapor o “Portugal 9”, desenhada pelo seu litógrafo Humberto Martins, mostra-nos os detalhes de como era constituída a estrutura desse tipo de embarcações, tão decisivas na pesca da sardinha para as suas fábricas de conservas.

Portimão, cobre-se de neve?Portimão, cobre-se de neve?

Portimão, cobre-se de neve?

No dia 2 de fevereiro de 1954, Portimão se cobria de branco devido a um intenso nevão, como nos mostra esta interessante imagem tirada do Jardim 1º de Dezembro e onde se pode igualmente recordar o antigo edifício da Caixa Geral de Depósitos.
A inauguração do Cine-Teatro de PortimãoA inauguração do Cine-Teatro de Portimão

A inauguração do Cine-Teatro de Portimão

Na edição de 27 de fevereiro de 1938, do “ Comércio de Portimão”, a principal notícia seria o novo Cine-Teatro, edifício de linhas modernistas, que acabava ser inaugurado no dia 21 desse mês, com a projeção do filme “San Francisco”, que tinha como atores principais: Jeanette MacDonald, Clark Gable e Spencer Tracy.

O artigo intitulado “Um melhoramento” com direito a fotografia, referia a grande importância para a cidade dessa iniciativa, levada a cabo pela “Empresa Orquesta Semifúsica”, salientando a comodidade das instalações, a segurança e a qualidade do sistema de projeção e som. De acordo com o articulista, três coisas se notavam a partir desta primeira sessão :”Já não há fumadores na sala e há intervalos, a geral não se manifesta clamorosamente como em tempos idos”.
Estes tempos idos referem-se naturalmente aos momentos vividos no antigo “Barracão do Provisório”, como era designado o antigo cinema que, desde 1909, existia praça Visconde Bivar, entre o rio e o edifício da Viscondessa de Alvor, sendo posteriormente demolido para dar lugar às obras do aterro, daquela zona da cidade.

Da fábrica de conservas à fábrica de históriasDa fábrica de conservas à fábrica de histórias

Da fábrica de conservas à fábrica de histórias

A “Sociedade Regular Colectiva Feu Hermanos de Ayamonte” dos irmãos Manuel Feu Casanova e António Feu Casanova, procurando expandir os seus negócios, para além daquela cidade espanhola, onde se encontrava sediada, viria a adquirir ao catalão Rodolfo Torres, no início do séc. XX, o edifício que este possuía em Portimão, na margem direita do rio Arade, em terrenos conquistados ao rio, junto do convento de S.Francisco .

O seu primeiro proprietário Rodolfo Torres, nele desenvolveu no final do séc. XIX, actividades ligada à indústria conserveira e à estiva de peixe, bem como à preparação de rolhas de cortiça, situação que acabaria por conferir ao imóvel desde a sua origem, uma vocação e um destino fabril, a qual seria igualmente prosseguida e ampliada com os novos proprietários, pertencentes à família Feu, antes da sua transformação no Museu de Portimão, inaugurado em 2008.
Como se pode observar na planta de 1936, para além da própria área destinada ao fabrico das conservas ou “Secção do Cheio”, junto ao rio Arade ,existia do outro lado da rua a chamada “Secção do Vazio”, onde se situava a litografia para a impressão e fabrico das latas em folha-de-flandres e todas as outras oficinas de apoio como serralharia, carpintaria, fundição e central elétrica.

Congresso Nacional de TurismoCongresso Nacional de Turismo

Congresso Nacional de Turismo

Uma curiosa tese sobre melhoramentos na Praia da Rocha.

Em Janeiro de 1936, realizou-se em Lisboa o 1º Congresso Nacional do Turismo, no qual seria apresentada a tese “Memória Justificativa dum Plano de Melhoramentos na Praia da Rocha”, pelo portimonense Dr.º Frederico Ramos Mendes, que anos mais tarde entre 1940 e 1946, viria a desempenhar o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Portimão.

Consulte aqui este curioso documento: Congresso Nacional do Turismo

1ª representação teatral da Sabina Freire1ª representação teatral da Sabina Freire

1ª representação teatral da Sabina Freire

A peça de teatro “Sabina Freire”, escrita por Manuel Teixeira Gomes e editada em 1905, teve a sua 1ª representação nacional na noite de 31 de Agosto de 1968, no antigo Cine-Teatro de Portimão, pelo Grupo “Amigos de Portimão”.

Com encenação de João Tavares e cenários de Júlio Bernardo, nela participaram conhecidos portimonenses, amantes de teatro, que quiseram deste modo prestar um merecido tributo a M.Teixeira Gomes e à sua faceta de escritor.
Na foto, tirada na noite da estreia por Júlio Bernardo, pode-se ver em cena, da esquerda para a direita, Milton de Brito, Rolando Tavares, António Jorge, António da Silva e Ana Rosa, uma das filhas de M. Teixeira Gomes. Ao fundo em segundo plano Carlos Jorge e Maria Fernanda Correia no papel de Sabina Freire.


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