À Porta da História

Programada como a principal exposição de referência do museu, ocupando as naves industriais do anterior edifício fabril e distribuída por uma área de cerca de 1000 m2, “Portimão, Território e Identidade” representa uma síntese histórica do percurso desenhado pelas comunidades locais, desde a pré-história até à atualidade, sublinhando as atividades mais representativas da vida económica, cultural e social, dividida em três percursos.


A vida Industrial e o desafio do mar


Portimão - Do Fundo das Águas


Origem e destino de uma comunidade

A posição geográfica do Município de Portimão, a abundância dos recursos naturais da sua envolvente territorial, a função estratégica da ria de Alvor e do rio Arade, determinaram a progressiva fixação e desenvolvimento dos primeiros grupos humanos, desde a pré-história, à ocupação romana e islâmica, até às atuais comunidades.

Neste percurso apresentam-se os elementos históricos mais decisivos e presentes na organização da cultura das sociedades locais, mostrando os antecedentes de uma progressiva evolução do mundo rural até à sua transição para a industrialização. A história singular do portimonense Manuel Teixeira Gomes na viragem do século XIX, também pode ser observada neste percurso.

O Percurso encontra-se dividido em 8 núcleos:


A vida Industrial e o desafio do mar

A memória industrial conserveira e a profunda relação histórica com o rio Arade e o Atlântico constituem-se como os temas centrais deste percurso. Através dele, destaca-se o papel dos homens e mulheres, na atividade económica mais relevante de Portimão e do Algarve, antes da mudança para o novo paradigma , a indústria do turismo.

Partindo do próprio espaço fabril e em especial da recuperada “Casa de Descabeço”, o visitante é conduzido da antiga lota do cais de Portimão até ao coração das fábricas, acompanhando o processo de fabrico, embalagem e promoção das conservas portimonenses.

Encontra-se dividido em 5 núcleos:


  • Há Peixe no Cais.

    O ponto de partida para o trabalho nas fábricas fazia-se na lota de Portimão, lugar central de chegada, venda e distribuição do pescado.

  • Entre Apitos e "Sereias"

    Chamados pelos apitos a vapor e sirenes das fábricas, aqui se destaca o esforço dos operários nas suas deslocações a pé entre a casa e o trabalho.

  • "A Casa do Descabeço"

    Nesta sala dava-se início aos primeiros passos da sequência de operações de transformação do peixe em conserva.

  • Artes do Cheio, Artes do Vazio

    O espaço fabril dividia-se em duas secções:

    •   O “Cheio”, onde se manuseava e tratava o peixe e se enchiam e fechavam as latas;
    •   O "Vazio", onde se produziam caixotes, chaves e as latas impressas na litografia, a partir da folha-de-flandres.
  • Promoção - De Portimão para o Mundo

    As estratégias de divulgação e comunicação da indústria conserveira nos mercados nacional e internacional.

Do Fundo das Águas

Na antiga cisterna da Fábrica, onde se recolhiam e reaproveitavam as águas pluviais para alimentar os tanques de salmoura e as caldeiras da fábrica, descobrem-se agora as imagens em movimento da fauna e a flora subaquáticas do Rio Arade e da orla costeira de Portimão.

Nesta mesma Cisterna, em setembro de 2013, foi instalado o núcleo Ocean Revival - Parque Subaquático de Portimão, que tornou possível aos nossos visitantes acompanhar em terra o que se passa debaixo de água com os navios afundados a cerca de três milhas da Praia de Alvor.